Asfalto de Qualidade

Asfalto de Qualidade

domingo, 29 de junho de 2014

Alimentadora de Asfalto


Dentro do processo de pavimentação pode ser inserido um equipamento específico, a Alimentadora de Asfalto. Ainda desconhecido no Brasil, a Alimentadora é posicionada para receber o concreto asfáltico e transferir para a Vibroacabadora de Asfalto executar o asfaltamento.



Na execução da pavimentação asfáltica é comum ocorrer paradas por falta de material, impacto do caminhão na Pavimentadora e a segregação do material asfáltico. O uso da Alimentadora permite evitar todos estes problemas.  Intermediária entre o caminhão e a Vibroacabadora de Asfalto, a máquina se locomove sobre esteiras e garante a alimentação sem interrupções e sem contatos entre os equipamentos.

 
 
As paradas no processo de pavimentação são problemáticas. A mesa da Pavimentadora flutua enquanto ocorre a execução da pavimentação, mas acaba afundando no material asfáltico quente a cada parada. Para evitar este problema é preciso uma boa logística para que haja fornecimento contínuo na obra, o que nem sempre é possível. Muitas vezes em função da pouca quantidade de caminhões para transporte. A distância entre a Usina de Asfalto e a obra também dificulta a operação logística devido ao tempo de ida e volta dos caminhões, não permitindo o trabalho contínuo na pavimentação. Estes problemas são mais evidentes em grandes obras rodoviárias, onde há um grande volume de concreto asfáltico a ser pavimentado.
As Alimentadoras possuem um grande silo de recebimento de material, que pode ser aumentado com a instalação de extensões que possibilitam o acúmulo de até quatro vezes mais volume em relação ao das Vibroacabadoras de asfalto. Dessa forma, o caminhão pode descarregar o material tudo de uma só vez e retornar para a Usina, agilizando a logística. Um grande caminhão com capacidade de 25 toneladas pode descarregar todo o material em apenas 60 segundos.
 
 
O silo de recebimento é dotado de transportadores helicoidais cônicos em toda a sua largura, para que seja mantida a homogeneidade do material asfáltico. Com cantos côncavos, o ângulo de escoamento das paredes do silo evita segregações e faz com que todo o material recebido chegue a estes transportadores. Com a homogeneização do material, é mantida também a temperatura do material asfáltico sem pontos de resfriamento. Sistema de aquecimento no silo assegura que o material mantenha sua temperatura.
Para que não haja contato e impactos, sensores mantêm uma distância segura entre a Alimentadora e a Pavimentadora. Ainda há uma proteção anti-colisão caso os sensores estejam obstruídos por alguma razão. Desta forma, o operador concentra-se apenas na transferência de material, realizada por uma esteira de descarga emborrachada.
A mistura asfáltica passa por diversas fases até chegar à mesa compactadora da Vibroacabadora. O material tem que ser entregue na obra sem que haja mudanças em suas características. As alimentadoras garantem que haja a conservação da qualidade da mistura asfáltica. É importante que seja fornecida a obra um material asfáltico homogêneo e bem misturado, depois pavimentado com extrema precisão, sem qualquer contato ou interrupções.
Resumidamente, a Alimentadora de Asfalto é importante sempre que a logística não conseguir alimentar continuamente a obra, trazendo maior qualidade e produtividade para a execução da pavimentação. Pavimentos mais uniformes e regulares são garantidos com o uso deste equipamento.
Na Alemanha, a partir de janeiro de 2015 o uso das Alimentadoras de Asfalto se tornará obrigatório em obras com área superior a 18.000 m², segundo uma circular do Bundesministerium für Verkehr, Bau und Stadtenwicklung (Ministério Federal Alemão de Transportes, Construções e Desenvolvimento Urbano).
Em alguns países de alta qualidade de construções rodoviárias, como a Suécia, os empreiteiros são pagos de acordo com a qualidade da pavimentação em um sistema de bonificação que estabelece valores por m² aplicado. Se há erros e imperfeições, os valores são subtraídos. Se a qualidade é alta, o empreiteiro recebe um bônus de até 1 (um euro) por metro quadrado pavimentado. O caderno de encargos no setor de construção rodoviária na Europa está cada vez mais exigente em relação à qualidade, prazos e custos.
O Brasil poderia rever suas políticas de obras públicas e aplicar boas soluções que hoje são usadas no exterior, visando maior qualidade para nossas estradas.